Publicidade:

Shining Force EXA

Assuma o comando da espada Shining Force e destrua seus inimigos no mais novo RPG do Playstation 2

Para os veteranos em jogos de RPG, Shining Force já é um nome bastante conhecido. Tendo o primeiro título da série lançado para o Mega-Drive em 1992, sendo um jogo de estratégia/RPG onde você comandava o seu grupo de heróis através de batalhas épicas, recheadas de fantasia medieval e com uma grande variedade de inimigos e situações inusitadas. Durante esses quinze anos de existência, a série teve seus títulos lançados para os mais variados consoles e sistemas, sendo que em alguns deles houve uma mudança do sistema de jogo, onde a estratégia dava lugar ao sistema de combate-pilhagem-subir de nível (conhecido nos EUA como hack and slash). Após os excelentes jogos Shining Force Neo e Shining Tears, o PIaystation 2 recebe o Shining Force EXA. O sistema de combate é o hack and slash, mas com detalhes que farão os saudosos relembrarem os velhos tempos.

 

O jogo conta a história de um grupo de quatro heróis: Toma, um jovem e valente guerreiro (que lembra MUITO Haseo do game Hack//G.U.); Cyrille, uma misteriosa maga; Gadfort, um cavaleiro honrado; e Maebelle, uma arqueira elfa. Os quatro heróis uniram-se para procurar a lendária espada Shining Force, que dizem as lendas que possui um incrível poder, capaz de fazer com que seu usuário possa derrotar qualquer inimigo e encerrar qualquer batalha. Após encontrar a espada em uma caverna, ela escolhe Toma como o seu portador. Como o escolhido, o jovem guerreiro se torna mestre de um imenso e mágico castelo conhecido como Geo-Fortress. Infelizmente, a libertação da espada provocou a Guerra entre o reino de Noswald e o reino Fyrlandt. Durante o game, Toma e seus amigos terão que utilizar o poder da Geo-Fortress e da Shining Force para salvar o mundo e encerrar a Guerra entre os dois reinos.

 

Como muitos RPG da atualidade, Shining Force EXA inicia com uma abertura em animação japonesa (Anime). A apresentação é excelente, mostrando de relance os personagens principais, secundários, inimigos, duelos e vilões, tudo ao som da música World’s Love.  Na versão japonesa do game, a música era cantada pelo grupo Mi, famoso no Japão por tocarem algumas músicas temas de anime. Pena que a versão americana não traduziu a música da abertura, retirando o vocal em japonês e colocando um instrumental de guitarra que descaracteriza a melodia por completo. Nessa, os gringos erraram feio. Vale lembrar da música tema de .Hack//G.U, que manteve a versão original e se encaixava perfeitamente no contexto do game na tradução para o inglês.

 

No game, Toma e Cyrille são os jogadores selecionáveis, podendo ser alternados durante as batalhas para melhor utilizarem suas habilidades. Como um guerreiro espadachim, Toma utilize armas de uma ou duas mãos com grande facilidade e causando grandes quantidades de dano, enquanto Cyrille utiliza magias e armas de longo alcance, como bestas. Os dois personagens realizam diversas seqüências e ataques combinados baseados número de vezes que você apertar os botões do controle. Ao segurar o botão X, você pode carregar um ataque e depois libera-lo, ou então se unir com o seu companheiro(a) ao segurar outro botão após um ataque, para continuar a aumentar ainda mais os combos da investida contra o inimigo. Parece interessante a primeira vista, mas quando falarmos do sistema de batalha, você verá as falhas do game. Para auxiliar na aventura, o jogador pode selecionar outros dois personagens, como a elfa Maebelle e centauro Gadfort, que atuaram como suportes. Outros personagens poderão ser adquiridos e selecionados para suporte durante a história, mas lembre-se que esses são controlados pela Inteligência Artificial do game.

 

Toma e Cyrille também terão acesso a várias “Arts”, que são tabulas que aumentam habilidades especiais dos personagens, como os pontos de vida, a regeneração mágica e provocam dano extra contra monstros específicos. Existem dois tipos de Arts: Power Arts, que estão relacionadas ao melhoramento dos status dos personagens, e Secret Arts, que se relacionam com as armas e armaduras do jogo. A forma e a combinação do uso das Arts podem influenciar bastante o desempenho e a evolução geral dos personagens.

 

Embora seja até um pouco interessante, o sistema de batalha peca em diversos pontos. Primeiro não existe uma estratégia real por trás dos combates. Você pode prosseguir normalmente pelo jogo simplesmente apertando o botão de ataque e dando golpes para todos os lados. Acredite, funciona. E quando você pegar uma arma de longo alcance para o protagonista (Toma), é então que você perceberá que não será difícil zerar o game. Basta muita porrada, algumas magias para causar mais um pouquinho de dano, itens e magias de cura e... só. Se quiser um verdadeiro desafio no mundo dos RPGs, procure por títulos como Valkyre Profile 2 e Final Fantasy XII.

 

Outro problema do game é a alta quantidade dos chamados “slowdown”. Sabe àquela hora em que o jogo fica meio carregado e a animação e movimentação dos personagens da uma engasgada? Pois bem, em Shining Force isso irá acontecer com certa freqüência, principalmente quando tiver uma grande quantidade de inimigos na tela. Nada que venha a estragar o jogo por completo, mas chega a irritar às vezes.

 

Bem, lembram da Geo-Fortress que mencionei lá no começo? Pois bem, você pode equipá-la e ampliá-la como bem entender (e com a grana que você conseguir ganhar). Aqueles que jogaram os RPGs da série Suikoden vão se familiarizar com o sistema. Dentro da fortaleza há locais de treino, forja de armas, lojinhas e outras tranqueiras. Você pode reunir diversos tipos de metais para ampliar e melhorar a fortaleza, principalmente no que se refere ao sistema de defesa do castelo. Você também pode construir ou comprar armas especiais como canhões e robôs defensores. Você também pode adquirir acessórios que facilitem sua vida, como um radar para detectar itens especiais ou uma arena que eleve os status daqueles que lutarem lá.

 

Constantemente, haverá batalhas dentro da fortaleza, onde diversos inimigos a invadem com o intuito de derrubá-la e derrotarem o portador da Shining Force. Os seus aliados devem defender a fortaleza com unhas e dentes, até porque pode haver ataques quando você não estiver presente (no caso, Toma e Cyrille). Por isso, você deve levar os outros personagens para dar uma “caminhada” durante suas aventuras, para que possam ganhar experiência e subirem vários níveis. Se você deixar na fortaleza apenas personagens fracos, pode se preparar para ler um “game over” bem grande na tela. Falo por experiência própria...

 

Shining Force EXA é um belo jogo, com excelentes gráficos em cel-shaded. Para aqueles que gostam do visual “anime”, ele é um prato cheio. A história é interessante e os personagens cativantes. A variedade de inimigos é enorme, temos de aranhas gigantes a dragões. Apesar do problema dos “slowdowns”, as câmeras do game funcionam, estão da posição certa e na hora certa. Infelizmente, na versão Americana, o som ficou horrível. A dublagem dos personagens é fraca e robotizada. Parece que contrataram amadores para dublar o Toma e Cyrille, que são incrivelmente carismáticos na versão japonesa. Infelizmente, os americanos ainda falham assustadoramente neste item.

 

Plataforma: Playstation 2
Data de Lançamento: 23/03/2007.
Publicada por: Sega
Desenvolvida por: CAMELOT

Gênero: RPG
Avaliação: 7.5 / 10.0




Redator: octavio
Galeria (divulgação):
Shining Force EXA Shining Force EXA Shining Force EXA Shining Force EXA Shining Force EXA Shining Force EXA
Publicidade: