Após algumas semanas da Eletronic Arts ter lançado Medal of Honor: Heroes, a Ubisoft lança Brothers in Arms: D-Day. Um jogo de tiro em primeira pessoa que retrata muito bem a invasão da Normandia.
A história é nesse periodo de invasão no qual conta história de dois personagens, Baker e Hartsock. Quem jogou Brothers in Arms no PC irá reconhecer esses nomes. Baker apareceu no primeiro jogo Brothers in Arms: Road to Hill 30, enquanto Hartsock apareceu na sequência, Brothers in Arms: Earned in Blood. Entre um e outro tivemos grandes avanços na inteligência artificial e táticas avançadas de batalhão. Tudo isso está presente para a versão do PSP, o jogo se foca propriamente na invasão e não em outros capítulos da Segunda Guerra Mundial. No jogo você sentirá bem familiarizado, já que os criadores utilizaram tudo o que tinham já feito para o pc.
Tirando alguns detalhes, os mapas são idênticos no Road to Hill 30 e Earned in Blood, isso é uma coisa bom para quem nunca jogou Brothers in Arms, mas os veteranos desse título deveriam receber algo a mais. E esse algo mais foi atendido, D-Day tem quatro novos mapas para estarem desfrutando o jogo.
O jogo é realista no máximo, como nos outros Brothers in Arms, a morte é companheira constante. Não achem que terão um super colete a prova de balas ou poderes especiais, alguns tiros e fim de jogo, é complicado sim, mas torna-se mais realista. A jogabilidade foi transposta para o portátil com perfeição vendo em conta que é um portátil com um analógico só.
Mas o que faz o jogo ser especial e o que todos fans dos originais procuram, é a estratégia para o jogo. Vendo isso, os criadores colocaram uma visão aérea para criarmos as mais variadas táticas de ataque ou defesa que tivermos em mãos. É impressionante como isso foi bem ajustado ao jogo.
É impressionante o nível de detalhismo no jogo, os cenários, personagens, tudo muito bem acoplado ao PSP. Todos efeitos de tiro, explosões muito bem feitas. A parte sonora é outro ponto alto do jogo, quem dera se o PSP tivesse canais de áudio 5.1.
Uma das coisas que é a mais fictícia no jogo, mas de grande ajuda, é a barra de opressão. Quando atiramos nos inimigos, aparece uma barra em cima que indica o nível de opressão. Com isso permite o jogador saber o que fazer, seja avançar e atacar, ou correr e se esconder. Isso é ótimo, já que a tela do PSP é menor que um monitor e é mais difícil saber o que os inimigos estão fazendo. O jogo também tem uma opção de história para dois jogadores cooperativos, um multiplayer e óbvio, a capanha propriamente dita.
É um ótimo jogo no qual fans da série e de jogos de guerra irão adorar.
Redator Kaji