Samurai Champloo: Sidetracked

Mais uma adaptação de anime para games. Obrigatório para qualquer fã da série!

Mais parecendo com um episódio perdido da série, Samurai Champloo: Sidetracked mostra nossos três (anti-) heróis em um extenso desvio no seu caminho para Nagasaki. Após pegarem o barco errado para conseguir comida e descanso, Fuu, Jin e Mugen encontram-se no meio de um gélido deserto no norte de Ezo. Mugen acaba conseguindo uma luta com um tipo de cobra-bruxa e é separado de Fuu e Jin por um tempo, o que prepara os diferentes caminhos de suas desventuras.

Enquanto essa separação acontece, você poderá jogar por diferentes linhas de história, graças a esse acontecimento, podendo escolher entre Mugen ou Jin (e até um terceiro personagem destravável) e jogar através de três histórias diferentes. Acontecerão alguns encontros entres esses personagens em algumas fases, sendo alguns únicos para cada personagem, como o mundo em 2D de Mugen ou a floresta no início da história de Jin, que modifica o enredo de cada samurai e transforma cada partida numa experiência única. Sem falar na diferença entre os personagens, pois, enquanto Mugen tem um estilo caótico e agressivo, Jin é refinado e relaxado, duas formar completamente diferentes de se curtir os embates!

As diferenças entre esses estilos são mais que legais, mas essas são mais no estilo que na força e velocidade, a diferença é mais visual, causando um empate, propriamente dito na hora dos combos. Como disse a experiência é única e divertida, mas nada de apelos e diferenças monstruosas entre eles. E tudo fica ainda mais legal com a trilha sonora que conta com muito hip-hop, onde cada som ditará o estilo de luta, onde você pode designar duas músicas, que ao utilizar o analógico direito para mudar de música e consequentemente de estilo de luta, tendo a possibilidade de vários combos.

Em alguns momentos, você terá algo que amplificará seus ataques, uma vez que você faça sua barra de tensão crescer, liberando o modo de hiper-ataque, que cria e executa alguns combos randômicos, o que parece ser legal. Mas você terá que está olhando para o topo da tela para saber qual combo precisará executar e quais botões serão utilizados nesse processo. Em outras palavras, você estará com foco na árvore de combo ao invés do combate propriamente dito, quanto estiver executando o hiper-ataque, o que pode frustrar um pouco.

Uma coisa legal do combate é, com certeza, o sistema de contra-ataque. Se você e um oponente executarem um ataque simultaneamente, você entrará num mini-game onde um dos quatro botões principais aparecerá. Pressionando o botão correto você inicia um contra-ataque no inimigo e o tipo de contra-ataque dependerá do botão pressionado, se você errar o seu adversário é quem dará o contra-ataque. Com todos esses aspectos, o sistema de combate torna-se algo muito divertido e seria ainda melhor se a IA dos seus oponentes não fosse tão fraquinha.

Além disso, existem outros mini-games, como por exemplo, o que surge quando você mata inimigos suficientes para encher sua barra de tensão, fazendo com que um dos seus adversários tenha uma estrela sobre ele. Se o acertar, você e seu oponente entrarão em câmera-lenta, um dos quatro botões aparecerá e você terá que apertar-lo corretamente para começar a acertar seu adversário, e à medida que o tempo vai passando você deverá acertar ainda mais botões. Se acertar 100 vezes antes do tempo acabar, você entrará num estado de transe onde adversário por adversário correrão para uma pequena sala e você os destruirá um após o outro. Enquanto você estiver nesse estado de transe, os personagens são apresentados como silhuetas em frente a uma paisagem colorida e um som techno toca no ambiente, o que é super surreal e quaisquer comparações com a batalha contra os 88 loucos de Kill Bill, seria mera coincidência.

Fora isso, o game conta com algumas cenas legais, que entram do nada, causando pequenas pausas o que às vezes torna-se estranho, pois poderia ter tido o timing revisado, mas são divertidas no geral. Falando nisso, a câmera durante o jogo pode causar alguns problemas, às vezes, não durante batalha, que conta com uma boa câmera estática, ao explorar ou trocar que cenários e salas, a câmera pode ficar estranha, confundindo quem joga, o que até faz com que você não veja certas portas corretamente, o que poderia ser pior, porém, graças ao mapa você poderá encontrá-las. Nem irei me demorar muito falando do visual do game, pois os personagens, sejam jogáveis ou do computador, são muito fiéis às suas contrapartes do anime, com movimentos incríveis, um desenrolar de combate idêntico à série animada com muitos detalhes, o que empolgará qualquer fã da série!

Samurai Champloo: Sidetracked é, no geral, uma experiência bastante divertida graças a seu sistema de combate e bastante senso de humor, contando com vários aspectos já vistos em outros grandes títulos para PS2, como visual, apresentação, sons, inclusive os problemas desses grandes títulos como o sistema de câmeras. Obrigatório para fãs da série e uma bom pedida para quem ainda não conhece esse título.

Plataforma: Playstation
Publicado por: Namco Bandai Games América
Desenvolvido por: Bandai
Gênero: Aventura
ESRB Rating (censura): Teen

Redator: Jeancarlos S. Mota




Redator: Jeanmota
Galeria (divulgação):
Samurai Champloo: Sidetracked Samurai Champloo: Sidetracked Samurai Champloo: Sidetracked Samurai Champloo: Sidetracked Samurai Champloo: Sidetracked Samurai Champloo: Sidetracked
Paginas Relacionadas:
Publicidade: