Full Spectrum Warrior: Ten Hammers segue o mesmo estilo do primeiro jogo, controle de dois times em conjunto (agora com mais movimentos e habilidades), e podendo separar cada soldado dos times, escoltar feridos, chamar reforço aéreo e curtir três grupos militares com suas respectivas histórias. Além de um jogo com modo de um jogador profundo, o jogo conta com modo online para se divertir com os amigos.
O jogo continua no mesmo esquema do antecessor, sólido e hardcore. Mas não está tão divertido quanto antes. Isso se deve, parcialmente, à complexidade de controles que temos que decorar, mesmo que seja muito bom o jogo ter mais opções. O jogo apresenta muitos cenários repetitivos com histórias fracas e diálogos genéricos. Apesar do jogo ser bom como uma inteligência artificial muito melhor, mais opções no controle e vários tanques para dirigir, não apresenta uma grande evolução.
Os gráficos tiveram uma melhorada, com melhor texturas, mais cores, efeitos de luz mais complexos e outros aspectos. Mas está menos polido que o antecessor, como por exemplo armas atravessarem paredes. Um jogo desse porte deveria ter um cuidado em especial nos gráficos para tornar uma experiência ainda maior de estar no campo de batalha.
Uma boa melhorada foi na precisão dos tiros, agora ficou bem mais simples acertarmos tiros certeiros na cabeça dos inimigos. No entanto isso nos deixa vulnerável a tiros também, para isso podemos usar como escudo o que tivermos ao redor, seja uma chapa de aço no cenário, ou um carro estacionado.
Outra adição importante ao jogo foi mais comandos a dar aos soldados para avançarem, agora tem o modo Tight, no qual os soldados caminham furtivamente, para passarem o mais despercebidos possíveis. E o outro é o Hot, no qual movemos mais prontos para a ação e com os dois times juntos, no entanto é mais vulnerável aos ataques inimigos. Scout serve para mandarmos um soldado verificar as posições dos inimigos, após ele ver, volta correndo para o grupo. Todos esses três movimentos são muito úteis.
O jogo tem a inteligência artificial bem melhor que no primeiro, fora que toda vez que jogarmos, os inimigos aparecerão em locais diferentes. Antes tinham uma atitude passiva, normalmente esperando para morrer, agora eles atacarão com toda força total e caso estejam encurralados irão chamar reforços. Poderão te seguir a uma distância segura para eles e fazerem estratégias para atacar.
Apesar de isso ser bom, é um tanto exagerado, a visão é extremamente aguçada e com reações rápidas, caso você seja rápido no jogo não será problema isso. Mas os controles não ajudarão muito nesta tarefa, já que as respostas são um tanto lentas.
Agora temos que tomar cuidado também nos prédios, pois agora se encontram vários atiradores de elite esperando que caiam na mira deles, e a ela é muito boa. O ideal é invadir os prédios e os eliminarmos o mais rápido possível, seja em modo Hot ou Tight.
Temos controles de váriso tanques para utilizarmos nas missões. Eles andam nas quatro direções e o canhão tem ângulo total de 360°. Fora o canhão há uma metralhadora para eliminar qualquer tipo de soldado que entrar no caminho. Fora o tanque, podemos chamar reforço aéreo para limpar a área para nós e ele limpa completamente tudo, inclusive inocentes.
No jogo teremos controle de até 32 soldados. Caso algum soldado morra, só recolher o corpo dele que outro entrará em seu lugar. O bom é que podemos enviar somente um soldado para recolher o corpo. Caso não recolha, não haverá um substituto para ele.
O divertido do jogo reside mesmo em jogar multiplayer, no qual podemos jogar com até quatro jogadores online. São vários mapas a disposição e com objetivos fixos. Tem também modo cooperativo para se jogar em duas pessoas.
Full Spectrum Warrior: Ten Hammers é um bom jogo, mas nada de espetacular, caso gostou do primeiro não pode perder este. Mas para todos outros, o jogo não apresenta muita coisa de inovação, havendo diversos outros melhores no mercado.