Publicidade:

Fight Night 2004

A EA envia Knockout Kings para a maca e apresenta um novo concorrente no ringue. Vamos a isso!

O que faz com que um homem avance para a frente de uma multidão e seja esmurrado em nome do desporto e do entretenimento? Valerá mesmo a pena ser magoado, sofrer golpes, contusões e ser até morto (Apollo Creed, descanse em paz) só pelo dinheiro e pelo machismo? Aos olhos da maior parte das pessoas a resposta será um grande e forte "não", mas isso é porque a maior parte de nós não tem a mentalidade de um pugilista.

Estas são pessoas que dedicam as suas vidas a dietas rigorosas (ovos crus, alguém?) e regimes de treino implacáveis, pessoas que entram no ringue uma e outra vez, acreditando que embora possam receber uns quantos golpes não vão ser atirados para uma maca, com sangue a escorrer por todos os poros. Trata-se da emoção do combate, a satisfação da vitória, a adulação do público e, como é óbvio, o valor do dinheiro.

Francamente, eles são completamente loucos.

Para parafrasear os sábios conselhos de Gandalf: "Mantenham-se virtuais, mantenham-se seguros." Fight Night 2004 da EA Sport, tal como antes Knockout Kings, faz exactamente isso, dá-te a oportunidade de experimentares todo o sangue, suor e cuspo do desporto real sem os medos de quaisquer ferimentos permanentes. Não só isso, mas também marca a primeira apresentação do sistema 'Total Punch Control', um novo método desferir golpes que tenciona levar o pugilismo na PS2 a níveis completamente novos.

E é mesmo isso que faz

Inspirado na série Tiger Woods PGA Tour, com o 'Total Precision Swing', a técnica de controlo Total Punch Control elimina a necessidade de premir quaisquer botões, dando-te acesso a uma vasta gama de manobras através do manípulo analógico direito do teu DualShock. Empurrar o manípulo na diagonal para a esquerda e para cima ou para a direita e para cima consegue um golpe bastante favorável, fazer um quarto de círculo da esquerda para a direita e para a frente produz ganchos incríveis e um meio círculo em qualquer direcção liberta um golpe de partir queixos; manter o botão L1 sob pressão modifica todos estes golpes para golpes de corpo.

A defesa também é excelente: movimentar o manípulo analógico esquerdo com o botão L1 sob pressão permite que te esquives de forma fluida, fugindo à direcção de um murro que te rebentaria com o nariz; enquanto que combinar o R1 e o manípulo analógico direito dá-te acesso a bloqueios altos e baixos.

Não há qualquer dúvida de que se trata de um método altamente intuitivo, mas a configuração de movimentos predefinida e idiossincrática (embora, admitidamente típica da maior parte dos títulos de boxe) - para cima e para baixo para caminhar para a esquerda e para a direita, esquerda e direita para os passos laterais - faz com que as coisas sejam um pouco complicadas quando começas a jogar. Sem dúvida que a prática ajuda, mas é mais fácil avançares para a configuração dos controlos e mudares para os botões de direcção, que estão de acordo com a posição da câmara, em alternativa à posição do teu combatente. O nível de satisfação que advém do método TPC também é questionável; tal como com os títulos de Tiger Woods, certamente aumenta o realismo da acção, mas o prazer que advém de movimentar o manípulo, por vezes, falta. Talvez seja o facto de premir os botões que ofereça a sensação mais realista de esmurrar a cara de alguém, tal como puxar o manípulo para trás e lançá-lo para a frente tem as suas semelhanças com a movimentação de um taco de golfe.

Poderia ser um concorrente

Apesar deste problema algo complicado, o jogo ainda dá luta. A apresentação é exactamente o que seria de esperar de um título da EA com um grande orçamento: menus autenticamente desenhados, uma vasta selecção de músicas oficiais, boas repetições e um modo de criar um lutador fantasticamente detalhado. Da mesma forma, os visuais no jogo têm a mesma qualidade de sempre, com fabulosas recriações dos melhores talentos do boxe através dos tempos, alguns danos faciais verdadeiramente estonteantes (o sangue pinga mesmo das feridas abertas), públicos em 3D e uma gama extremamente variada de arenas bastante detalhadas. Também temos de dar crédito ao modo Career, que apesar de não ser o mais detalhado de sempre, continua a motivar graças ao elevado número de brindes que se podem desbloquear e os mini-jogos de "campo de treino" altamente divertidos.

Com algumas afinações, há boas hipóteses de que o Total Punch Control se transforme numa força a considerar nos futuros títulos Fight Night (a marca '2004' diz tudo), mas, de momento, trata-se de uma valorosa experiência que não correu exactamente como o planeado. Fight Night 2004 consegue algum sucesso graças à sua extraordinária apresentação e atmosfera geral, mas os juizes não vão ser tão simpáticos se tais problemas se repetirem da próxima vez.


fonte: http://pt.playstation.com/printerFriendly.jhtml?storyId=105307_pt_PT_PREV
Galeria (divulgação):
Fight Night 2004
Fight Night 2004
Fight Night 2004
Fight Night 2004
Fight Night 2004
Fight Night 2004
Fight Night 2004
Fight Night 2004
Fight Night 2004
Fight Night 2004
Publicidade: