Programador: EALA
A linha de publicidade da Electronic Arts para Medal Of Honor: Frontline é "Tu não jogas, és um voluntário", que dá uma ideia da intensidade que te espera ao colocares o Frontline na tua PlayStation 2. Este é o atirador na perspectiva da primeira pessoa sem dúvida mais intenso, mais credível e mais emocionalmente envolvente alguma vez feito para a PlayStation 2 e é facilmente o melhor jogo da 2ª Guerra Mundial à venda (embora, tenhamos de admitir, não tenha muita concorrência).
Frontline coloca-te no papel do Tenente Jimmy Patterson do Medal Of Honor original. Começas o jogo no pior lugar possível: a tempestuosa Praia de Omaha, em França, como parte da Operação Overlord, no Dia-D. Esta primeira missão marca o tom de todo o jogo, enquanto mergulhas no caos e no terror da guerra na perspectiva da primeira pessoa. A correr de esconderijos enquanto várias metralhadoras arrasam a praia e acabam com os teus camaradas e explosões na areia à tua volta, é fácil esquecer que estás apenas a jogar um jogo. A minuciosa atenção de Frontline, no que respeita à atmosfera e ao detalhe, seduzem-te desde o momento em que começas a jogar. Todas as imagens e sons contam com a qualidade que estás habituado a esperar, de explosões que criam imensas nuvens de poeira, ao som das tuas armas a disparar, aos diálogos em Alemão dos soldados inimigos. É tão realista que faz implorar um intervalo quando (eventualmente) parares de jogar.
Ao entrares em Frontline vais embarcar em seis missões, cada uma dividida em níveis mais pequenos, proporcionando-te um total de 20 missões. Todas as missões utilizam elementos reais da 2º Guerra Mundial, portanto, podes contar com combates na Ponte de Nijmegen, trabalhos forçados nas fileiras do inimigo em França e o combate com tanques em Arnhem. As imagens reais de arquivo são combinadas com as tuas informações para que obtenhas detalhes completos sobre as missões; pode dizer-se que o jogo oferece até valiosas lições de História. Mas a inspiração de Frontline é definitivamente mais Hollywoodesca que histórica, uma vez que a intriga do jogo desenvolve-se em torno da descoberta e eventual destruição de um avião experimental Nazi, que pode alterar o curso da guerra.
O realismo de Frontline estende-se , naturalmente, ao equipamento e armamento a que podes aceder, com a inclusão de mais de 20 armas da época da 2ª Guerra Mundial. E as armas contam com uma utilização muito diferente, não só em termos de imagem e de som: desafio qualquer um a não amaldiçoar uma espingarda de mira alemã depois de se habituar à suave acção de uma Springfield. Os efeitos das armas são igualmente meticulosos, permitindo que acabes com guardas com um tiro na cabeça, acertes em alguém atingindo uma perna ou surpreendendo os inimigos com uma bala bem colocada. Tens de conseguir disparar tantos tiros quanto possível e à medida que as forças inimigas avançam, atiram granadas na tua direcção e esconde-te para evitares o fogo inimigo: estamos em guerra, é melhor não esquecer.
Existem algumas questões menores, sendo uma delas a falta de um modo para vários jogadores, o que é uma penas, uma vez que o original para a PS one incluía um incrível jogo de combate até à morte. A EALA decidiu, numa fase relativamente precoce, que o desenvolvimento principal seria centralizado no jogo para um único jogador e o resultado está à vista. O jogo para um jogador é simplesmente fantástico. Vai sugar-te e prender-te até que consigas concluir o jogo na totalidade e se jogares nos modos Normal ou Difícil essa pode ser uma tarefa de muitas e muitas horas... é que não podes guardar nada a meio de um nível... Se quiseres chegar o mais perto possível dos campos de batalha da 2ª Guerra Mundial sem inventares uma máquina do tempo, tens de deitar as mãos a Medal Of Honor: Frontline.