Ultimamente vemos vários jogos usarem o esquema de GTA como base para eles. Scarface é mais um deles, o jogo não uma adaptação total do filme no qual Al Pacino interpreta de forma magnífica Tony Montana. O jogo somente usa a história como base para ele.
Ao vermos a versão pre-alfa de Scarface: The World is Yours, podemos dizer, se continuar evoluindo assim, será um jogo muito divertido. Apesar de não impressonar muito, até mesmo por estar numa versão pre-alfa, vimos uma evolução grande do jogo desde sua apresentação na E3 do ano passado. Muito da jogabilidade foi corrigida e algumas totalmente refeitas. Com essas modificações melhoram realmente a jogabilidade, não somente em detalhes como queda de quadros por segundo ou pequenos detalhes.
A modificação mais fácil de se notar é a própria cidade de Miami. Não é uma réplica exata da cidade do filme, mas lembra muito a cidade dos anos 80. No entando só por não ser uma réplica exata do filme, não quer dizer que não lembra o filme. Há vários cenários que lembram muito o filme. As texturas no jogo apesar de precisarem ser polidas, estão em alta resolução sem afetar a velocidade do jogo.
O mais interessante deste jogo é o código de ética de Tony. No filme, o gangster não mata mulheres, crianças ou qualquer um que não o ataque. Essa filosofia está presente no jogo também, Tony somente mata inimigos, pois a morte é honrosa.
Mas isso não impede que sanguinários não se divirtam com o jogo matando todo mundo que quiser. A medida que o poder de Tony aumenta, haverá a possibilidade de contratar assassinos, motorista ou parceiros para ajudar. Poderemos jogar na pele de todos estes empregados de Tony, cada um tem seu próprio estilo e habilidades. Com eles poderão matar qualquer um que entre na sua frente, diferente de Tony, e também poderão a ter acesso onde Tony não é bem vindo. Isso será fundamental em certas missões, e em algumas delas poderemos ter parceiros controlados por inteligência artificial.
Outro ponto interessante é o modo de fúria cega, Blind Rage Mode. Com ele entramos em modo de primeira pessoa e podemos ver a face dos nossos inimigos. Para entrarmos nesse modo temos que encher o medidor de Balls, basta apertar o botão de provocação (taunt) que enche um pouco, fazendo algum movimento fatal também, acertar pontos específicos do corpo é outro exemplo de como encher.
Apesar do jogo estar se apresentando bem, encontramos um problema. A jogabilidade dentro do carro não é das melhores, a direção é muito sensível, pareceu que estavamos dirigindo uma gelatina. Mas não é nada de se preocupar, pois esse sistema ainda será ajustado. No momento foi preferível contratar um motorista para ficar dirigindo e enquanto isso atiravamos nos nossos alvos.
Após um jogo simples apresentado na E3, o que vimos agora agradou muito e que aumentou nossas espectativas sobre este jogo. E se continuar melhorando assim, será um ótimo e divertido jogo.